Qualidade de Vida no Trabalho

O antagonismo da Síndrome de Burnout nas Organizações.

Revisitando um artigo que escrevi em 2006 para a revista Com Texto (voltada a Produção Acadêmica), me deparei com um tema bastante atual, a Síndrome de Burnout.

O Burnout é uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo estressante com o trabalho.

A vida moderna nos apresenta muitas possibilidades de realizações, sejam elas: pessoais, familiares, sociais, organizacionais, mas será que temos qualidade de vida dentre tantas ocupações diárias? Pensando nisso, uma discussão paira sobre um acometimento diante muitos profissionais, a saúde física e mental do trabalhador. As pressões diárias, a autocobrança, o aceleramento do pensamento, são fatores que podem acarretar consequências marcantes, relacionadas ao estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos.

O fato das pessoas estarem trabalhando em excesso não é novidade para ninguém, mas, embora já se tenha falado muito sobre o assunto, poucas têm noção exata das consequências que isso traz para sua saúde física e mental.

Se o sistema exige cada vez mais produtividade e não há a menor possibilidade de reduzir o ritmo, cabe ao indivíduo buscar o autoconhecimento e definir seus limites. Senão, seu corpo vai obrigá-lo a suportar um nível extremo de estresse ocupacional, o que pode gerar a Síndrome de Burnout.

O equilíbrio entre a importância do bem-estar e a saúde do trabalhador é fundamental para estabelecer o elo saudável biopsicossocial. O trabalho é significante para o indivíduo, é nele que o se encontra a autorrealização. O grande objetivo é encontrar homeostase entre os problemas, possibilitando que as dificuldades sejam enfrentadas com consciência e responsabilidade.

Patricia Heimann Lapa – Psicóloga



Deixe uma resposta