PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

 

CORAGEM E VISÃO PARA NÃO PERDER TEMPO COM SEU PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

O ano já está chegando a sua metade então não perca seu tempo se você não estiver disposto a mudar, à sair da caixa e pensar diferente.

Segundo James Allen, sócio da Bain & Company “Em reuniões recentes com CEOs de várias companhias grandes e globais no setor de serviços financeiros, bens industriais e setores de produtos de consumo, ficou claro para mim que muitos líderes corporativos estão de saco cheio de seus processos de planejamento estratégico”.

Segundo ele “havia um consenso geral de que aproximadamente 97% desses esforços são uma perda de tempo, além de roubar a organização de uma energia essencial para a empresa.”

O que é importante pensar ao decidir investir seu tempo no planejamento estratégico:

  1. FOCO
  • Focar realmente em estratégia
  • Deixar de lado as conversas sobre orçamentos e alocação de recursos e focar em estratégias;
  • Ter claro qual é seu negócio e sua visão de futuro compartilhando isso em todos os níveis da organização;
  • Escutar o mercado, analisar como ele evolui e o que está em alta ou não.
  1. RECURSOS
  • Alocar recursos onde realmente exista a necessidade.
  • Conseguir enxergar o todo antes de olhar apenas áreas ou setores;
  • Permitir que recursos que a muito tempo, são destinados para áreas já determinadas, possam ser realocados para financiar outras áreas e projetos.
  1. VALORIZAÇÃO
  • Reconhecer competências e talentos de sua equipe;
  • Valorizar e distinguir líderes de seguidores.
  1. VISÃO SISTÊMICA
  • Ligar a estratégia às rotinas, processos e comportamentos da linha de frente
  • Ouvir todos os níveis e definir estratégias que possam realmente ser implementadas;
  • Garantir que as estratégias definidas possam se transformar em mudanças de rotinas, processos e comportamentos de todos na organização;
  1. REALIDADE
  • Conecte a estratégia de acordo com a capacidades e talento de sua equipe
  • Analise os processos e competências necessárias para a implantação de uma nova estratégia;
  • Tenha certeza que sua empresa tem capacidade de assumir essa nova operação;
  • Saiba encaixar talentos de forma integrada a todo processo de estratégia.
  • Não defina estratégias baseadas apenas em números
  • Boas estratégias precisam estar diretamente relacionadas a resultados financeiros, mas, para que o resultado apareça é necessário estarem conectas com a linha de frente e baseadas nos talentos;
  1. PENSAR DIFERENTE
  • Não presumir o mesmo metabolismo para todos os negócios
  • Devido ao fato de que planejamento estratégico e orçamentário estão conectados – e porque orçamento tem uma frequência anual – o processo frequentemente fixa as pessoas em uma revisão anual dessas estratégias.
  • Analise revisar suas estratégias mensalmente, ou trimestralmente, ou quem sabe a cada dois anos. Uma mesma abordagem para todos simplesmente não funciona.
  • Tome cuidado para não ser um processo chato que suga energia dos participantes
  • Sua equipe quer debater coisas reais: pessoas, produtos, canais, mercados.

RESUMINDO, COMO É UM BOM PROCESSO DE PLANEJAMENTO:

  1. Aloca tempo e espaços amplos para que líderes sêniores conversem sobre a estratégia. E eles o fazem em um ritmo que se encaixa com as necessidades de cada negócio.
  2. São integrados, amarrando cada discussão sobre onde a companhia deve estar a uma discussão sobre como ela pode ganhar, inclusive sobre quais talentos colocaremos por trás de cada objetivo estratégico.
  3. Determinam um processo para criação conjunta de estratégias diretamente com a linha de frente.
  4. Conectam um debate difícil sobre estratégia com decisões reais sobre alocação de recursos.
  5. São energizadores. É uma oportunidade para que toda a equipe pense o negócio a partir do zero, repense, realoque recursos a novas prioridades, dê as mãos e execute.

Ao contrário do que possa parecer, fazer um bom planejamento exige passos simples e que podem ser feitos por qualquer empresa, independentemente do seu tamanho. Ter um olhar mais estratégico sobre o futuro do negócio vai ajudá-lo a crescer de forma mais estruturada e pelo caminho certo!

CHECK-LIST DO PLANEJAMENTO

Leia mais em Endeavor @ https://endeavor.org.br/tudo-sobre/como-fazer-planejamento-estrategico/

A primeira etapa do planejamento, depois de definir o ciclo do negócio, é reunir as pessoas que vão fazer o planeamento acontecer. Por mais que o engajamento de todos os colaboradores seja importante, nessa primeira etapa você deve chamar apenas aquelas pessoas que têm poder de decisão, como os diretores de áreas e gestores.

Depois de selecionar quem deverá participar do processo, é hora de sair um pouco do ambiente de trabalho. Durante a elaboração do planejamento, você e seu time vão precisar ter tempo para refletir sobre o futuro do negócio de forma mais profunda e isso só vai acontecer quando não há tarefas do dia a dia em paralelo.

Quando vocês se reunirem, o primeiro passo é fazer a “lista do Papai Noel”, ou seja, a lista dos desejos para o futuro da empresa. Pode ser desde “ter uma cultura mais colaborativa” até “aumentar nosso faturamento em X%”, o importante é todo mundo fazer essa lista individual e depois compartilhar com o grupo.

Uma dica é sempre ter a figura de um mediador que vai organizar os momentos e garantir que todos os pontos de vista sejam ouvidos. Depois dessa apresentação, você deve agrupar as ideias por “sonhos semelhantes” como tecnologias, pessoas etc. Por mais que a ação seja bem parecida com um brainstorm, você precisa ter uma boa descrição do que quer em cada objetivo.

Depois de ter tudo isso bem definido, é hora do segundo passo: entender o que impede sua empresa de atingir esses resultados. Seguindo pelo exemplo de ter uma empresa mais colaborativa, você deve pensar em quais barreiras estão impedindo que isso aconteça. Pode ser a arquitetura do seu escritório, por exemplo: às vezes seu time pode achar que aquele design de cubículos impede uma cultura mais colaborativa.

Aqui vale um alerta. Um erro muito comum na hora de levantar essas barreiras é cair no discurso de que “falta dinheiro” ou “faltam recursos”. O problema é que, quando você usa a palavra “falta”, seu cérebro vai automaticamente entender que não pode fazer nada sobre esse assunto, quando, na verdade, você pode mudar o cenário.

Para evitar cair nessa armadilha, evite usar palavras como ausência ou falta. Para chegar à raiz dos seus desafios, pergunte 5 vezes o “porquê” de esse cenário não ser o que você gostaria para a empresa. No exemplo acima, poderia ser algo assim:

  • Não temos uma arquitetura favorável a uma cultura de colaboração. Por quê?
  • Nunca paramos para fazer um planejamento estratégico. Por quê?
  • Nós temos temperamento reativo e aprendemos durante a execução.

Veja que tivemos que perguntar mais de um “por quê” até chegar à verdadeira causa daquele obstáculo. Depois de listar todos obstáculos por causa comum, você precisa desenhar uma ação para cada um deles. Aqui vale uma outra dica muito valiosa: cada ação tem que ter um dono e um prazo. Não adianta falar “o time de vendas será o responsável”, assim a ação vai perder sua força, o ideal é ter algo como “A Maria é responsável por fazer X, no prazo Y, com recursos N”.

Isso vai garantir que sempre haverá uma pessoa olhando para cada ação e garantindo que ela saia do papel. Se pararmos para pensar, essas 3 etapas de planejamento são simples, o que falta é a disciplina de parar e realmente pensar no futuro da empresa com um olhar mais estratégico.

MANTENDO A ROTA

Para ajudar a garantir que essas ações estão sendo cumpridas, é preciso estabelecer metas e indicadores que traduzam o que você quer. Pergunte-se: “O que dentro da realidade da minha empresa prova que eu atingi aquele objetivo?” e, a partir da resposta, defina essas métricas. Nessa parte do planejamento, muitos empreendedores acabam se enrolando ou por colocarem metas e indicadores que não condizem com a realidade da empresa ou por confundirem os reais significados de objetivo, meta e ação. Para garantir que isso não aconteça com você, vamos a um exemplo:

Imagine que você e seu time chegaram a conclusão que um dos pontos de melhoria do negócio é ser menos dependente de grandes clientes. Seu objetivo pode ser “nos tornar uma empresa com ampla liberdade de ação, que não depende de um único cliente”. Os objetivos têm sempre um caráter mais qualitativo e dão o direcionamento à meta. Logo, sua meta poderia ser “ter 70 novos clientes, sendo que o maior deles não seja responsável por mais de 10% do nosso faturamento”. Por fim, suas ações poderiam ser: “Conquistar novos clientes em determinada geografia” ou “fazer publicidade para ter leads em novas áreas”. Lembre sempre que:

  • A definição, o planejamento e a execução das metas exigem disciplina;
  • O objetivo deve ser algo que realmente importa para você como empreendedor;
  • Uma meta não é um desejo ou um sonho, mas o resultado de uma pesquisa, relatórios operacionais e gerenciais.
  • Nunca esqueça de desdobrar a meta em iniciativas pessoais; e
  • Discuta a meta e seus desdobramentos com as pessoas que ficarão responsáveis por atingi-la.

OKRs eKPIs também são ótimas saídas para aqueles que querem ter um direcionamento mais claro sobre as prioridades da empresa.

 



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