Mudanças Evolutivas e Ferramentas Ágeis

 A forma clássica de gerir as organizações não funciona mais! O mundo empresarial está mudando muito rápido. As atuais estruturas organizacionais e os modelos de gestão da maioria das organizações as tornaram lentas e sem reinvenção. Não respondem mais às mudanças com a velocidade necessária. As estruturas hierárquicas minam a sensação de pertencimento dos colaboradores gerando desmotivação e perdas constantes de talentos.

A alta direção é quem possui a autoridade e os recursos para efetivar as transformações nas organizações. A mudança deve fluir do topo para a base e deve ser constantemente anunciada pelos líderes para toda a empresa. A missão e o propósito devem estar bem claros. Mas a transformação não ocorre da noite para o dia. Transformar exige esforço, exige muitas vezes desaprender e exige se liberar das amarras do passado. Muitas organizações não estão em sintonia com o novo ritmo, o que causa desperdício de tempo, conhecimento e dinheiro. Atinge também o nível individual, o que gera insatisfação. A resistência a mudanças por parte das lideranças muitas vezes é grande. Ela vem da cultura e de crenças limitantes. Os líderes, mesmo inconscientemente, pensam em qual será o seu papel em um time que se auto gerencia. O “chicote” perde o sentido em um ambiente onde todos estão ali por algo, além do salário do final do mês. Estão ali por um propósito brilhante. Estes processos evolutivos precisam ocorrer. É preciso inovar o aprender, inspirando todos a atingirem o seu melhor. Lembre-se: organizações não mudam sozinhas. É preciso que as pessoas mudem.

Algumas organizações têm buscado transformar seus métodos robustos e pesados de gestão em métodos ágeis, capazes de lhes proporcionar flexibilidade e maior chance de êxito às manobras demandadas pelo ambiente externo. Neste cenário, os pilotos das manobras são as pessoas. Não somente os proprietários das empresas, gerentes, chefes, líderes (…), mas todas as pessoas da organização.  

Como isso é possível? Diversos atores, e de diferentes níveis, empoderados a tomarem decisões em uma organização? Não existe hierarquia? Quem decide e manda? Estas são perguntas comuns em um mundo onde as mudanças eram lentas.  Estes tempos ficaram para trás. Atualmente, pode-se dizer que é possível realizar uma gestão organizacional sem hierarquia e sem a cultura de comando e controle. De forma horizontalizada, muitas organizações estão capacitando suas equipes e passando por grandes transformações de mindset.  Em linhas gerais, os times passam a receber metas e objetivos, e não mais o “como fazer”. 

Este modelo, vem ganhando cada vez mais espaço porque enfatiza justamente a mudança de mindset, e coloca como sendo o principal papel dos líderes e gestores proporcionar um ambiente adequado para que as pessoas sejam agentes das mudanças, de tal forma que possam atuar com maior agilidade na condução das decisões e na geração de resultados. 

 Segundo um estudo da Forbes, profissionais realizados no trabalho são até 20% mais produtivos que aqueles que não se sentem assim. Portanto crie um clima positivo na sua organização. Envolva as pessoas. Faça mudanças evolutivas na gestão. As metodologias ágeis são as peças-chave para atingir esses objetivos. Afinal de contas, elas permitem que a organização não apenas seja mais integrada, flexível e dinâmica, mas possível de manter a sua competitividade, sem gerar grandes investimentos. Essa metodologia busca um alinhamento melhor entre a equipe, de forma a transmitir mensagens mais claras, mantendo os esforços em busca do objetivo final.

Antes de implementar as metodologias ágeis, é preciso que você faça uma análise completa da sua empresa, de forma a identificar os pontos positivos e negativos do processo como um todo. O método mais utilizado é a análise SWOT. É realizado um diagnóstico completo para identificar oportunidades de melhorias e definir planos de ação. A pesquisa de clima organizacional deveria estampar a primeira página do relatório aos acionistas ou a apresentação do resultado do mês. Geralmente as empresas que lideram o ranking de melhores locais para trabalhar, são as de maior sucesso. Para gerenciar o fluxo de trabalho temos o Kanban. Ele é um dos métodos mais ágeis e simples utilizados atualmente. Todas as pessoas sabem bem o que elas fazem. Algumas pessoas e empresas sabem como, mas apenas uma pequena quantidade sabe bem o porquê. Os que realmente alcançam o sucesso, são aqueles que conhecem bem esse porquê, e começam os seus discursos com ele. Para descobrir o porquê, você pode utilizar o círculo dourado, esta ferramenta ágil possui três círculos onde: “Why” (por quê) é a camada central, o “how” a camada intermediária e a mais periférica é “what”(o quê). Para obter sucesso é preciso ir além da primeira camada, ou seja, é preciso saber além do que fazer. Para atingir resultados, manter o foco e direcionamento paras as equipes, utilize os OKRs (Objectives and Key Results – Objetivos e Resultados Chave), e não esqueça de rodar o PDCA, ferramenta que tem como principal objetivo ajudar não apenas na compreensão de como surge um problema, mas também qual a solução ideal para ele, gerando a melhoria continua, mantendo a empresa constantemente em busca de inovação, profissionalismo, agilidade e competividade. Soluções antigas não resolvem problemas novos. O mundo de hoje apresenta questões cada vez mais complexas e exige como principal habilidade a inteligência criativa. Permita que seu time “pense fora da caixa”. Utilize o brainstorming, estimulando a geração de ideias criativas para velhos ou novos problemas na empresa.

Independente da ferramenta que irá utilizar, tenha em mente que o risco não é o de errar na busca pela transformação. O maior de todos os riscos é não fazer nada e achar que sua organização não será afetada pelas mudanças.

Artigo escrito pelos alunos da Primeira Turma da Escalada, Chris e Jaderson



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