Liderança Facilitadora

O Líder Facilitador

Uma organização está sempre vivendo o conflito das ideias em uso com as novas ideias e, por isso mesmo, tendem a inovar as coisas, criar novos produtos, satisfazer os clientes, etc. Inovar é fazer o negócio ir para o mercado dar lucro. Neste contexto o papel da liderança saiu do tradicional, o líder autocrático que cobrava resultados a qualquer custo, está sendo substituído pelo líder facilitador. O líder facilitador alivia as tensões no ambiente de trabalho, é carismático, valoriza as pessoas, motiva colaboradores. O líder facilitador tem a preocupação primeira em servir, ajudar as pessoas a se tornarem melhores, a alcançarem plenamente seu potencial, o líder facilitador não é alguém que busca culto à personalidade, grandes feitos, ser herói, ser um salvador da pátria, mas é alguém com um forte desejo de servir aos seus semelhantes para que todos cresçam juntos, e com isso, conseguir um mundo melhor.

O líder facilitador deve desenvolver algumas competências: Ter presença, transmitir autoconfiança e um sentimento de acolhida; saber fazer perguntas, lembrar que qualquer pergunta que restrinja o liderado a dar uma resposta honesta é ofensiva, a pergunta deve ajudar o liderado a ele próprio identificar alternativas para superar obstáculos; saber ouvir, ouvirna essência gera relacionamentos significativos e de confiança, permitindo encontrar o que está impedindo ou dificultando chegar ao objetivo; saber se posicionar, aprofundar as questões com objetividade, ter sabedoria e maturidade para definir com clareza o objetivo que se quer alcançar; saber definir cursos de ação, ajudar o liderado a planejar ações; saber engajar, dando feedback, tornando o ambiente estimulante, dando espaço para as pessoas crescerem.

O líder facilitador não pode esquecer-se da dualidade: razão e emoção, ele precisa ter um equilíbrio entre as duas. Uma pessoa que toma decisões puramente racionais pode apresentar problemas de empatia, isso porque ela tende a se preocupar com resultados e efeitos sem vivenciar precisamente os estados emocionais. Por outro lado, uma pessoa que só age emocionalmente aos estímulos externos, espera-se que ela seja mais racional.

O líder facilitador tem a humildade, ele admite que possa se beneficiar da experiência das pessoas com menos poder do que ele. Lideres humilde compartilham seu conhecimento e gostam de ver seus seguidores crescerem e se desenvolverem, ser humilde não significa ter baixa autoestima, ou uma atitude servil, mas aumentar a autoridade, a responsabilidade e autonomia dos liderados, incentivá-los a pensar por si mesmos e a experimentar suas próprias ideias. Por trás de um líder facilitador eficiente e eficaz, deve haver uma pessoa de valores éticos claros, que conhece a si mesmo profundamente e, assim, pode respeitar o próximo

Prazos apertados, pressão por resultados, metas a serem batidas, esses são cenários comuns no ambiente corporativo, no entanto essa rotina agitada exige uma maior preocupação com a saúde mental do líder com relação aos seus liderados. Não carregar problemas pessoais para dentro da empresa é algo inevitável, sabendo disso é preciso que o líder facilitador encontre maneiras para auxiliar seus liderados com estas questões. Não basta apenas que o líder tenha preocupação com os problemas profissionais de seus liderados.

O líder facilitador busca um constante autoconhecimento, esta é a chave para impulsionar seus potenciais, é buscar um entendimento de si e para o que veio ao mundo, o líder precisa encontrar o lugar para exercitar a felicidade, a satisfação em dar seu melhor, entrar em estado de flow, ser feliz é ser simples.

Os principais desafios para a implementação da liderança facilitadora são a comunicação eficaz, a maturidade das equipes e a expectativa sobre os resultados dessa mesma equipe. A título de exemplo, se considerarmos uma equipe muito acostumada com um estilo mais tradicional de liderança, a implantação da liderança facilitadora deve ser feita de maneira cuidadosa e gradual, regada com boas doses de comunicação eficaz, para que todos entendam a nova regra do jogo e, mais importante, sintam-se à vontade com esse novo cenário. Caso isso não ocorra, efeitos adversos podem ser esperados, tais como retração da equipe, pré-julgamento do líder como sendo “fraco” ou “sem pulso” e, invariavelmente, queda na produtividade e frustração no atingimento de metas, apenas para citar alguns.

Este perfil se adequa a qualquer tipo de negócio e a qualquer tipo de empresa, já que se trata de uma forma diferente de liderar e desenvolver as equipes. O que ocorre, muitas vezes, é que existem certos preconceitos no mercado, considerando que para determinados segmentos isso não funciona, que é necessária uma gestão mais tradicional, para não dizer mais arcaica. Neste caso, o problema não é a adequação do líder ao ambiente, mas um caso claro de quando o ambiente ainda não está preparado para receber uma liderança facilitadora, implementar este tipo de liderança num ambiente arcaico onde a alta liderança lidera de forma tradicional, trará mais dor, mas vale a pena o esforço, pois a liderança facilitadora possui várias vantagens: aumento da produtividade, melhor qualidade, possibilita o surgimento de novos talentos,  o ambiente de trabalho se torna melhor, a equipe se sente valorizada, respeitada, pensam em soluções para os clientes e inovam no seu dia a dia.

Jaderson Souza, aluno da Primeira turma da Escalada



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