Dez Anos VIVENDO – Capítulo 2

O Nascimento – Plantar para Colher

Você lembra onde estava na noite de quarta-feira, 21 de julho de 2010, por volta de 20h40min? Eu lembro muito bem, e não tenho como esquecer jamais por dois motivos: estávamos reunidos para ajustar os últimos detalhes do nosso plano de negócio, na casa de quem na época indicava que seria meu futuro sócio, quando, ouvimos um zumbido de vento estranho, diferente de tudo que já havíamos escutado, contínuo, forte -muito forte- e que foi aumentando exponencialmente, fazendo as janelas baterem muito, entre outros sons que até hoje não sei explicar. Foi o tornado que naquela noite deixou cicatrizes que até hoje podem ser vistas pela cidade.

Foi nesse ano, e após esse episódio que impactou diretamente nossas vidas que demos o ponta pé inicial na nossa empresa. Mais precisamente num domingo de outubro quando atendemos nosso primeiro cliente dentro desse novo formato de programas utilizando a educação experiencial como metodologia de aprendizado. Mas antes de falarmos do que estávamos nos propondo a fazer e entregar para nossos clientes, é preciso falar de toda uma preparação que trilhamos até alcançar esse momento, coincidência ou não, tem muito a ver com um programa que hoje faz parte de nosso portfólio: o PLANAÇÃO. E foi justamente isso que fizemos, colocamos nosso planejamento em ação.

Mesmo sabendo de nossa capacidade e conhecimento para realizar esses programas, decidimos que no propósito de entregar mais para nossos clientes, era preciso bebermos em outras fontes. Nesse mesmo ano e um pouco antes do nosso “debut”. Eu, João, formado em Administração de Empresas e com grande experiência corporativa, fui participar de uma expedição com mais 12 pessoas de diversas áreas de atuação e diferentes regiões do Brasil, pela serra das Luminárias em Minas Gerais. Era uma Formação de Educadores ao Ar Livre (FEAL), organizada pela OUTWARD BOUND BRASIL que há mais de 75 anos trabalha com a educação experiencial e tem como propósito ajudar pessoas a descobrir e desenvolver seu potencial para cuidar de si, dos outros e do mundo por meio de experiências desafiadoras na natureza. Em 2011 o meu sócio, Alexandre Fiorin, formado em Processamento de Dados, com grande experiência em Atividades de Aventura em ambiente natural, também participou do FEAL, só que daí, em outra turma, na Serra Mantiqueira, findando no Pico das Agulhas Negras na divisa do Rio de Janeiro com Minas Gerais. Mas não era só isso, precisávamos também de maior embasamento conceitual e teórico, que buscamos juntos a ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) participando da formação em analista de RH e Treinamento e Desenvolvimento.

Tínhamos esses canais, mas no formato inovador que planejamos nosso negócio, não existia nada pronto e começamos aprofundar nossos conhecimentos na metodologia experiencial, e aí sim foi muita pesquisa, leitura, conversas, práticas e observação. Observamos quem fazia algo similar e adequamos ao nosso formato. E no início foi fundamental a parceria com o Luiz Paulo e o Raphael Bonfiglio, da Proativa de Porto Alegre, Henrique Cony, Márcia Borges da Evoluire de Caxias, Evandro Schütz, Ismael Viezze e Djeremi Lirio da Atitude de Canela, Leomar Paese e Théo Larratéa da Animal Plan, de São Leopoldo, entre outros que, em maior ou menor grau, deram sua contribuição nesse momento tão importante que é o nascimento de um novo negócio.

Surgimos para proporcionar experiências únicas em um ambiente seguro de aprendizado focado nos objetivos de desenvolvimento, facilitar a construção e cocriação para a descoberta de novos aprendizados que gerem mudanças além de desenvolver e dar suporte a ações de melhoria contínua para aplicar mudanças comportamentais e de processos organizacionais que gerem resultados significativos.



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