1 ano de Pandemia

Por Alexandre Fiorin, Sócio-fundador e facilitador da VIVENDO

Março de 2021! Sobrevivemos a um ano de pandemia.

Um ano realmente difícil para todos. Hoje me pergunto, foi o ano mais difícil da minha vida? E daqui para frente, teremos anos ainda mais difíceis?

Estamos sempre em busca de respostas, e quem não gosta? Crescemos com a crença que precisávamos sempre saber todas as respostas.

E hoje, já temos todas as respostas em nossa mão, em nosso smartphone. O problema é que essas respostas se referem apenas a problemas conhecidos, e o que estamos vivendo são novos problemas.

Em janeiro de 2020 eu participei do Workshop Facilitação Virtual da Aprendix com o intuito de me capacitar para facilitar no novo mundo da colaboração digital, levando aos clientes a oportunidade de explorar este novo terreno, superar os desafios e aproveitar ao máximo o ambiente digital.

Aprendi métodos de facilitação e ferramentas para tornar meu trabalho online mais colaborativo, criativo e eficaz.

Entendi como o ambiente virtual pode ser ainda mais envolvente e eficaz do que uma reunião presencial. Expandi meu repertório com habilidades de Facilitação Virtual por meio de uma consistente jornada de aprendizagem junto com a Carolina Ribeiro de Almeida e o Fernando Murray Loureiro.

Workshop Facilitação Virtual da Aprendix – turma 13 – janeiro de 2020

Eu estava pronto, porém, resistente, aguardando o melhor momento para colocar em prática e apresentar esse novo formato de facilitação.

Em março tudo mudou, por um bem maior, nos vimos obrigados ficar em casa. Perdemos a conexão com as pessoas de fora do nosso núcleo familiar, e a primeira coisa que vi foi a resposta simples e óbvia. Utilizar a tecnologia para nos conectar.

Foi uma enxurrada de lives. Desespero por manter o contato com as pessoas e isso me incomodou a ponto de escrever esses dois pequenos textos, clique nos títulos para acessar 😉

Havia entendido que para sobrevivermos em tempos difíceis, precisaríamos COLABORAR mais.

E foi nesse momento iniciamos os os projetos de facilitação virtual da Vivendo. Foram muitas ações em apenas 30 dias! Veja como isso aconteceu clicando aqui

Encontro de Facilitadores – Remoto

Nós realmente mudamos!

Já acreditávamos que era possível sim, no ambiente digital, gerar conexões, envolvimento e engajamento. Que é possível gerar emoções e ter sentimentos reais, presentes no online. Que a facilitação virtual realmente apoia a criação e a inovação de forma colaborativa. https://www.linkedin.com/pulse/precisamos-exercitar-o-esquecer-alexandre-fiorin/

Depois de muito #acolher, #conectar, #compartilhar e #colaborar os grupos foram desmobilizando e focando em suas soluções em produtos e serviços para fomentar o acesso ao mercado. Precisávamos ser protagonistas e lançar novos projetos.

Iniciamos com o desenvolvimento de dois – Treinamento para Equipes em Trabalho Remoto e Atendimento Psicológico Gratuito que rapidamente foram lançados no mercado. Clique aqui

E em seguida A ESCALADA, o ambiente propício para reinventar sua liderança e evolui-la a um novo patamar, e ainda o projeto Conexão Vivendo criado para transformar conhecimento em aprendizado na prática!

Tudo isso foi nos fortalecendo e motivando para seguir em frente. E seguimos…porém sempre com o pensamento que tudo iria acabar. Tínhamos a crença que à partir de setembro de 2020 a retomada iria acontecer. Que o presencial iria voltar e que muito do que estávamos criando até, deixaríamos de lado a ponto de cair no esquecimento.

Iniciando o segundo semestre os clientes voltaram a nos procurar.

  • Transformamos o PDL na Prática para o ambiente virtual e desenvolvemos mais de 20 líderes de uma multinacional.
  • Também criamos, totalmente remoto, o Workshop Protagonismo e Ação para atender a demanda de um cliente.
  • Em outubro facilitamos um desafio online com mais de 60 representantes comerciais durante a Convenção Virtual de uma empresa de calçados no Vale do Sinos.
Mural.co sendo utilizado para colaboração virtual durante convenção de vendas

Os negócios estavam realmente acontecendo. Foi o momento de dar início à retomada. Estávamos prontos?

Sim, enquanto respeitamos todas as determinações de convívio saudável, trabalhamos muito para estarmos prontos para esse momento de retomada. Além da transformação digital nos preparamos para a retomada do presencial. Fizemos cursos, treinamos nossa equipe, adequamos nossos espaços e adaptamos nossas rotinas.

Também preparamos um novo site para comunicar isso utilizamos as redes sociais e contato direto com nossos clientes. Conheça clicando aqui.

E o resultado aconteceu. Meados de outubro retomamos o PDL na Prática IN COMPANY com um cliente que já estava contratado e optou por parar durante a pandemia realizamos alguns trabalhos presenciais na nossa sede, a Fazenda Sonho Meu em Canela – RS e em algumas empresas. A normalidade estava voltando, agora de máscara.

Estruturas Libertadoras aplicadas ao ar livre durante um dos encontros do PDL na Prática

Depois de uma pequena parada na virada de ano iniciamos janeiro muito confiantes, realizando eventos presenciais e acreditando que tudo iria voltar a crescer.

Foi o momento de retomamos planos antigos, estabelecer objetivos, metas e construir planos e estratégias, tudo parecia estar bem. Mas não estava. Enquanto nossos indicadores mostravam uma lenta melhora, do outro lado, indicadores da saúde mostravam o contrário, uma rápida queda.

Sim. Em março de 2021 estamos vivendo a pior situação da saúde desde que tudo isso começou, e agora temos a certeza que nunca mais vamos voltar a ser como éramos antes.

Continuamos Vivendo. Já sabemos que as respostas que temos já não servem para os desafios que estão por vir, que precisaremos descobrir novos caminhos, criar novas possibilidades.

Então, vamos focar nas perguntas, nas conversas, nas interações, nos relacionamentos, para, juntos, seguirmos adaptando, transformado e evoluindo sempre.

Seguem alguns depoimentos de amigos e parceiros que fizeram parte dessa história:

Patricia Lapa, Psicóloga e parceira da VIVENDO

“Pronto…me inspirei pelo coração❤ Pois é…

Há um ano (16/03/2020) foi meu último dia de rotina convicta. Até essa data tudo era milimetricamente articulado: agenda, escola de filho, pagamento de conta, reuniões sociais, programação de férias. Com a chegada de um elemento transformador em nossas vidas vivenciamos momentos de espanto e ao mesmo tempo dizíamos: “em dois meses tudo volta ao normal…”, a cada dia era um: NOSSA!! mais um caso, mais um dia perdido, mais um episódio inesperado.

As polarizações entre o otimismo e pessimismo pairava no nosso cotidiano, as conexões passaram a ser virtuais, novas adaptações e negócios sendo revisto. Tantos produtos, tantos projetos, tantas articulações, tanto networking…. Quantas descobertas de autodesenvolvimento e autoconhecimento.

O maior aprendizado está sendo viver um dia de cada vez, mas o desafio é constante quando você foi PROGRAMADO a viver em cima de convicções.

Precisamos entender e aceitar que erros e desapegos não são ocasionais são fatídicos.

Viver para o hoje é ter a maturidade de enfrentar as batalhas da vida e reorganizar-se frente as mudanças inesperadas e assim ter a esperança no colorido do amanhã.

Vale a reflexão!!! Me faço essa pergunta diariamente: Qual o solo fértil que você está cultivando para tornar suas raízes fortes?”

Jaqueline Fouchy, psicóloga e parceira da VIVENDO

“Na minha vida existe um divisor de águas entre o antes e depois da pandemia. Sempre fui uma pessoa positiva para a vida, acreditei que tudo ficaria bem e o tempo seria sempre o maior aliado. Porém, diante desse “novo normal” tive muitos aprendizados e vivenciei um turbilhão de sentimentos, meu primeiro pensamento foi de sobrevivência. Nos primeiros meses canalizei todas as minhas energias na minha vida profissional, pois sentia a necessidade de me adaptar ao universo online. A parceria com a Vivendo foi o meu oxigênio, fui constantemente desafiada, e no grupo busquei a força e a coragem para me reinventar. Através desse grupo eu me fortaleci, conheci uma diversidade de profissionais e pude interagir com novas metodologias de trabalho. Junto com os colegas da Vivendo desenvolvemos novos projetos, erramos e acertamos. Também mergulhei na minha qualificação profissional através de cursos online. Fui tudo muito rápido, intenso e de grande entrega ao “novo normal”. Porém, com o tempo, as incessantes interações online me levaram a um sentimento de esgotamento e cansaço.  Isso fez com que eu tivesse um novo olhar para minhas necessidades, pois EU AMO a presença, o toque, o abraço e o olho no olho. 

A partir deste momento tive um olhar mais introspectivo e vertical, olhei para o meu centro e para minha família. Dessa forma, redescobri novas oportunidades de negócio, despertei para antigos sonhos e projetos. Reativei a versão empreendera e juntos, eu e meu esposo, criamos um novo negócio que vem trazendo ganhos financeiros e está nos apoiando a passar por esta crise. Tenho que testemunhar, que tudo isso também fortaleceu a nossa relação conjugal que vinha passando por desgastes. Hoje minha mente e o meu coração se direcionam para administrar o novo negócio e fazer crescer ainda mais. Penso em não parar por aqui, tenho outros projetos e vejo um horizonte promissor.”

Giani Bueno, psicóloga e Parceira da Vivendo

“Atualmente, com tudo que ainda está acontecendo, eu me sinto freada. O ritmo que estávamos vindo e a maneira de trabalho foi totalmente modificada. É cada vez mais difícil pensar no presencial, se pensa na presença mas virtual!

Por um lado, se aprende e se trabalha com novas ferramentas, novas formas de contato, novos aprendizados. Porém a falta do contato olho no olho, do aperto de mão, da sintonia no olhar, é frustrante, por não termos.

Explorar espaços e adquirir conhecimentos que não tínhamos, é fantástico e foi muito interessante nesses 14 meses. Mas a sinergia transmitida de um encontro, a afetividade do olhar, o calor do abraço é que cura, é que faz diferença dentro e fora. E é o que não temos previsão.”

Mônica Kalil Pires

“A pandemia impactou muito economicamente, porque os treinamentos presenciais pararam e também porque minha energia estava mais voltada para questões familiares e de saúde mesmo. Por outro lado, coisas ótimas aconteceram, especialmente a aproximação com outros facilitadores (o nosso grupo foi uma experiência maravilhosa) e a diluição dos limites geográficos (hoje converso sobre trabalhos com pessoas de todos os cantos, sem problemas). Em relação a meu trabalho, criei muita coisa nova, algumas frutificaram, outras não. O melhor formato foi em pequenos grupos; imagino que isto aconteceu porque as pessoas não aguentam mais receber tanta informação sem digerir. As lives pareciam interessantes no início, mas o excesso de oferta afastou muita gente, ou tirou o foco. Adotei o Linkedin como minha rede social de preferência e lá tenho postado quase todos os dias. Hoje, aliás, fiz esta retrospectiva: (https://www.linkedin.com/posts/monicakalilpires_m%C3%B3kpi-na-pandemia-activity-6777330521270755328-xZGI)”

Luciano Gianini

“Minhas percepções de 2020 foram de que o online veio de fato pra ficar. Não de forma exclusiva, porem como possibilidade de variação de produto… Ações presenciais e online tem que fazer parte de nosso portfólio. Além disso, ficou claro pra mim como compartilhar experiências nos faz crescer e na versão antes da pandemia me sentia com o olhar muito pra dentro. Ao compartilhar com outros (dando e recebendo) o olhar ampliou o campo de visão e as oportunidades apareceram.” 😉👊🏻

Adriana De Souza

“O ano de 2020 foi a validação, do que acreditei/acredito à vida inteira: a aprendizagem é infinita, pois precisamos estar em movimento constantemente; e, que somos seres mutáveis, temos a capacidade de nos adaptar à novos ambientes e situações, e, ainda, ser feliz; percebi o quanto os pais, começaram a perceber a existência dos profissionais do ensino (Educadoras Infantis e Professores), e, que às crianças começaram a valorizar a vida social – estar com os colegas de aula e com os amigos; como Gestora, a questão de trabalho híbrido (vivemos encontrando soluções pioneiras), não vejo como o maior desafio da pandemia.  Pois, fico com uma questão a ser respondida: conseguimos realmente ter o mesmo desempenho profissional, com nossos filhos, maridos, gatos, cachorros, nos desviando a atenção em nossos ambientes familiares?”

Lourdes Maria Sgarabotto

“Obrigada por abrir este espaço e ser mais uma vez, a liderança a cutucar a possibilidade de seguirmos neste grupo.

A pandemia impactou em todos as áreas, profissional, pessoal, social, familiar. Precisei parar tudo e rever. Os sentimentos foram muitos, mas sobretudo medo e preocupação com a saúde física e financeira. Porém, pelo meu estilo de ser, rapidamente olhei para o que de positivo estava ocorrendo: meus filhos perto e seguros, minha família bem e busquei o que estava sendo possibilitado no digital.

Comecei a participar de cursos e workshops inicialmente com facilitadores das 3 américas e também da Espanha e Portugal e, depois com profissionais brasileiros, de várias áreas. Com isso conheci e compartilhei muitos aprendizados com pessoas que jamais iria conhecer, se a pandemia não existisse. Isso e as leituras me abasteceram de informações e ferramentas que auxiliassem a fazer a migração dos trabalhos para o on-line. Nosso grupo de facilitadores foi muito legal, de muitas trocas. Conheci pessoas bem bacanas.

Em nenhum momento me senti sozinha, pois estimulei muitos encontros on-line, que continuam até hoje. Em relação ao trabalho, criei várias coisas novas, reorganizei outras. Algumas fluíram mais e continuam, outras tiveram resultados positivos e, estas, preciso retomar e me dedicar mais para fluírem. A pandemia fortificou a importância das parcerias. Elas estão sendo bem interessantes.

Para mim, na minha percepção, as coisas não fluíram totalmente como eu gostaria, devido muito mais às minhas decisões e ações do que necessariamente em relação à pandemia. Contudo, é claro que, se o governo federal desejar e decidir atrapalhar a situação da pandemia, tornando-a ainda mais forte, deixa tudo ainda em compasso de espera no Brasil e isso dificulta a vida de todos nós.”

João Henrique Joner, sócio-fundador e facilitador da Vivendo

“A pergunta, primeira que vem, é por onde eu começo? Foi, está sendo, um ano de muito aprendizado e essa palavra resume tudo que eu vou falar em seguida. Reaprender a conviver em família, mesmo que eu more e trabalhe no mesmo lugar e tenho minha esposa como sócia, esse ano foi para tonar as relações ainda mais próximas, nos fechar em núcleos menores e reaprender muita coisa. Principalmente que a família é nossa maior fortaleza, tudo em casa estando bem o restante a gente encara com mais força. Então para falar do restante, vejo logo a questão profissional e da VIVENDO, literalmente fomos atingidos no cerne do nosso “modus operandi”, e isso precisou de muita força para entender como fazer daqui para frente, muitos pensamentos, ações, tentativas, continuadas, descontinuadas e tudo resultando em muito aprendizado. Claro que cada um temperou da forma que vinha recebendo os pratos, quero dizer numa gangorra de sentimentos que oscilavam ao longo desses 12 meses, regados de esperanças, crenças, certezas e incertezas, algumas vingaram e outras não. Passado esse longo período posso dizer que estou mais forte, responsável e principalmente mais ouvinte, tenho minhas convicções mas jamais deixo de ouvir aos outros.”
Reunião da equipe Vivendo – pauta para novos projetos


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